Contos proibidos do Helel Nitark
São quatro e meia da madrugada, a fumaça já queima meus olhos e o vinho barato já começa a embrulhar meu estômago. É nesse exato momento que meu minha consciência começa a me cutucar. A menina bonita já não me olha mais. Acho que é hora de ir embora.
São tantas vozes que nem consigo distinguir quem é quem, a luz negra misturada com a fumaça faz que meus sentidos pareçam ter adormecido por completo.
Nossa como eu odeio essas luzes que piscam. Elas fazem o mundo andar em câmera lenta, como num sonho bizarro do qual não se consegue acordar.
Acho que eu vi um coelho apressado.
A mesma música, os mesmos rostos, todos perdidos. Como é ruim estar sozinho no meio de uma multidão. Mas isso não se compara a dor de sentir falta de algo que nunca aconteceu...
Tobi continued...