Papyro
Thursday, April 27, 2006
  Pois é...
Eu tenho andado um bocado pessimista.
Caramba, acho que ultimamente tenho estabelecido uma relação de dependência com a minha cama. Ela não me deixa mais ficar de pé.
Cada dia que passa eu me entendo menos com as palavras. A mesma frase pode ser dita de diversas maneiras.
Outro dia eu estava tentando calcular a quantidade de palavras possíveis de se formar com as 23 letras do nosso alfabeto. Nem ousei colocar as importadas w y. Quase fiquei doido. Coitado do Roberto que ficou escutando eu falar essas coisas de doido.
Eu queria muito mesmo um matemático para me dizer a quantidade correta de palavras a serem formadas, existentes ou novas com as letras do alfabeto.
A mesma palavra que alegra pode ferir. As palavras dependendo da ordem em que são agrupadas podem ou não mudar sua vida.
Diaxo
 
Monday, April 17, 2006
  Sabedoria de Fátima Bernardes
Em junho o Brasil vai parar para ver a Copa do Mundo.

Olha que beleza, em junho não teremos mais mensalão, nem corrupção, nem mais avacalhação. Fiquemos todos vidrados nos meninos do HSBC, mas se der um tempinho vê se pensa em você.
Pensa em mim também, e no meu pai que tadinho dele sustenta a casa toda e nem reclama de não ter aumento de salário há anos.
Acho que vou pedir um empréstiom ao banco, para comprar um pedaço de frango e torcer para que essa gripe seja apenas uma virose, "preu pudê assistir os jôgo".
É um ano muito importante, canãrinho na Alemanha, pomba branca da paz com coriza no planalto.
 
  Sabedoria de mulher mais velha do mundo
Para viver mais, coma bananas.
 
Sunday, April 16, 2006
  Sabedoria de Super Nanny
"Come filho, se não Jesus vai chorar"
Eita ferro...
 
Saturday, April 15, 2006
  Sabedoria de sono...
Vou rezar, se der tempo. No intervalo entre o trem e o ônibus eu rezarei.
E se não der tempo, rezo no intervalo entre a batida policial e o tiroteio dos bandidos.
Quem sabe na hora da volta? Afinal tenho quase duas horas de engarrafamento para aproveitar. Se bem que fica difícil tentar rezar com alguém pedindo esmolas a cada 3 paradas.
Tudo bem, quando chegar em casa eu rezo.
Mas em casa é foda, Muito barulho. O funk alto, O rock alto, meu vizinho batendo na mulher, a polícia, os bandidos, o engarrafamento.
Tudo bem, amanhã eu rezo no intervalo entre o trem e o ônibus.
 
Friday, April 14, 2006
  Contraste. A palavra de hoje.
O preto e o branco;
O rico e o pobre;
O real e o virtual;
A simplicidade e ostentação.

Pois hoje foi um dia esquisito. Pouca grana e muitos amigos, não há melhor combinação.
Soluções criativas. Para matar a fome pão com mortadela e 2 garrafas de pepsi. No centro mundial da ostentação de poder. Pão, mortadela, pepsi, uma faca emprestada e meus amigos.
Observar é uma arte que eu aprecio muito mas que não tenho talento algum. E foi observando que eu percebi, posso estar enganado é claro, mas percebi que existem dois tipos de pessoas: as que são e as que querem ser.
Eu sou um que não é. Sempre quero ser. Mas hoje a coisa não é sobre mim. Para falar a verdade, a coisa é sobre o poder de um palco, sobre as formas de aceitar as coisas, sobre o antigo e o novo afinal.... contrastes.
No palco, nós de fora era víamos uma oportunidade pela qual faríamos grandes esforços. O primeiro ou a primeira, entrou, se divertiu um bocado e foi embora. A segunda definitivamente não queria estar lá. Já o terceiro... bem o terceiro se dividiu em 3 partes dissonantes. A parte que eu acompanhei era empolgação, sonhos, alegria e ansiedade.
No palco se fazia a mistura. Contrastes que trabalham e criam coisa nova. Falsas verdade. Uma revolução global no punk da batida funk.
E tenho dito!
 
  Sabedoria do vaticano...
Olha que beleza, JC o maior popstar dos últimos 2006 anos vai finalmente fazer sua estréia no mundo da música. Hoje na Lapa, bem na frente dos arcos Jesus vai cantar na peça que narra a sua morte.
Já to imaginando os caras do American Idol malhando Jesus. Seria a revanche de Judas após anos de injustiças?
 
Wednesday, April 12, 2006
  Sabedoria de final de tarde.
No dia 20 de Dezembro de 1983 enquanto Saddam Hussein e Donald Rumsfeld demonstravam com um caloroso aperto de mão, sob o sol escaldante da boa e velha Baghdad a união dos povos. Nascia no instituto Fernandes Figueira após horas de um doloroso parto sob uma chuva tenebrosa nosso Herói Thiago Correia.
Pequenino, doente, molhado e com frio. Assim era eu.
Vinte e um anos se passaram. O mundo mudou, Saddam agora senta no banco dos réus. Dá para ver impresso nos olhos o terror do terrorista. O oriente está de mau com o ocidente, tem homem virando bomba em troca moças virgens e de rios de iogurte. Por aqui moças virgens são exportadas para a Europa em troca de alguns euros. Pequenos erros. Alguém me diz que não existe o certo e o errado. Grande erro.
É, o mundo mudou, eu mudei, você mudou.
Prazer, me chamo Thiago.
22 anos;
Intelectualidade nula;
vocabulário restrito;
Pequena dislexia;
Amigo fiel;
Idiota de plantão
Aspirante a jornalista;
Pseudo - Baixista;
Saudoso Thiago;
Grosso pacacete quando quer;
Suave como brisa de outono quando sente vontade;
Apaixonado, triste, feliz não importa a ordem;
Ser humano.
 
Tuesday, April 11, 2006
  Digressões perigosas
Sabe, eu não sofro do complexo de Poliana. Nada de jogo do contente, nem tentar ver sempre o lado bom das coisas. Sou um ser humano médio, de intelecto inexpressivo e cultura limitada.
É engraçado como uma má notícia pode levar a pensar em outra coisa ruim e essa outra coisa te leva para outra coisa e quando menos se percebe você já não consegue se imaginar feliz podendo as vezes chegar num ponto aonde não consegue lembrar de como é “ser feliz”.

Irmãos! Pensar é algo muito perigoso.

O mais legal é que escrevendo isso a coisa toda me parece um dramalhão sem tamanho. Uma babaquice digna de um pseudofilinhodepapaiqueandaporaíselamentandosemporquenenhum.

A pena é mais forte que a espada
A espada quando corta fere a carne
A pena é o bem e o mal.
A pena é a espada que assina a sentença do juiz e o martelo que valida acarta de alforria.
A espada é a alma do guerreiro.
A pena é o instrumento com o qual esse pobre idiota corta a carne sem sangrar.
 
Monday, April 10, 2006
  Sabedoria de mim mesmo
"O cérebro solicitado encontra-se desligado ou fora da área de cobertura."
 
  Sabedoria?
Aparentemente eu não sou bom o bastante.
 
Wednesday, April 05, 2006
  Tá certo ou não tá?
Nesta data querida morreu o homem George Savalla Gomes.
George morreu, mas Carequinha apenas deu o primeiro passo para a eternidade.
De toda forma hoje o sorriso tinha um certo ar tristonho, ar de saudade, um pouco de egoísmo talvez. Afinal ele agora tem que dividir com os céus um de seus maiores companheiros.
Fico aqui pensando. Imagina só a festa. Tão ilustre homenageado que dizem ter parado o céu. Recepcionado de perto pela felicidade em pessoa. Tão ilustre convidado que até a triste tristeza veio cumprimentar o seu maior arque-rival.

Circo alegre do Carequinha

"Viva garotada"
"Viva o circo alegre"
"Tá certo ou não tá"
Ra ra o Carequinha
Virando mil cambalhotas
Deixou cair a sua calça
E foi a maior gargalhada
Circo é alegria
E animação
Tudo é fantasia
Vem se divertir
Vamos brincar
E cantar
Lá lá lá lá lá lá
Lá lá lá lá lá
A alegria do palhaço
É ver você feliz cantar
 
Tuesday, April 04, 2006
  Sabedoria...? De César Maia

Olha que beleza:
O Rio Card foi feito para que os estudantes e as pessoas com mais de 65 anos e as pessoas com necessidades especiais pudessem se sentir mais “cidadãos”. O cartaz dizia alguma coisa mais ou menos assim: “agora você pode passar pela roleta como qualquer passageiro” . O resultado dá para ver – ou não – nesta bela foto tirada no meu alôtreco de bolso.

Valeu César! Deus salve o PAN 2007, Vida longa aos Rolling Stones! Feliz ano novo! Bom carnaval!
 
  Sabedoria de pombo...
Se todos os pombos do mundo fossem exterminados e um cientista manco morador de uma pequena casinha numa esquina qualquer lá na Cracóvia conseguisse reproduzir um único exemplar utilizando técnicas de clonagem proibidas na maioria dos países desenvolvidos. Este pombo arrumaria uma maneira de escapar, viajaria quilômetros sem descanso só para poder cagar na minha cabeça.
 
Monday, April 03, 2006
  Sabedoria de buscapé
"Jornalista não sabe trepar não"
By Buscapé
 
  Contos proibidos do Helel Nitark
São quatro e meia da madrugada, a fumaça já queima meus olhos e o vinho barato já começa a embrulhar meu estômago. É nesse exato momento que meu minha consciência começa a me cutucar. A menina bonita já não me olha mais. Acho que é hora de ir embora.
São tantas vozes que nem consigo distinguir quem é quem, a luz negra misturada com a fumaça faz que meus sentidos pareçam ter adormecido por completo.
Nossa como eu odeio essas luzes que piscam. Elas fazem o mundo andar em câmera lenta, como num sonho bizarro do qual não se consegue acordar.
Acho que eu vi um coelho apressado.
A mesma música, os mesmos rostos, todos perdidos. Como é ruim estar sozinho no meio de uma multidão. Mas isso não se compara a dor de sentir falta de algo que nunca aconteceu...
Tobi continued...

 
Sunday, April 02, 2006
  E pra encher lingüiça...
Vamos lá. Balanço do final de semana:

Sexta-feira nada fiz;
Sábado teve um showzinho bacaninha lá em Niterói aonde tive a oportunidade de gritar bem alto para todo mundo ouvir: Cecília eu te amo!
Domingo ensaio da Blend, não foi grande coisa não, mas eu sempre me divirto ensaiando.
Neste momento são 00:11 e eu estou aqui tentando escrever alguma coisa neste “brand-new blog”. Acho que vou comprar um livro “a arte de se fazer um blog diário”.

Constatações de final de domingo.

1- Acabei de lembrar que preciso escrever uma matéria para a aula de edição em impresso dois, mas acho que não vou fazer;
2- Tá acabando meu bolo de cenoura;
3- Preciso urgentemente de um bom livro para ler, algo cult pra variar;
4- Tenho que tentar parar de escutar repetidas vezes o cd do Raul...
5- Preciso dormir.
 
  Clichê número um...
Há vinte e dois anos atrás, após quatro longas horas de um difícil parto nascia este jovem que aqui escreve. Meu pai queria chamar-me de Jean Pierre, mas minha mãe em um ato de piedade para com o filho caçula pôs um fim na sandice de seu marido e num ato de iluminação comprou um daqueles livros: “3000 nomes para o seu Bebê” e destes 3000 nomes ela achou que eu tinha cara de Thiago.
Nos últimos anos acho que sete entre dez mães de meninos resolveram chamar seus pequenos de Thiago. São dezenas de novos Thiagos a cada minuto, mas ainda assim prefiro ser mais um na multidão a ter o peso de um Jean Pierre Ribeiro Correia Lopes na minha carteira de identidade.
Aos nove anos de idade já sabia o que queria ser quando crescer: Astronauta. Meu pai me disse que para ser astronauta eu precisava primeiro ser piloto de avião, então piloto de avião eu iria ser. Andava para lá e para cá com revistas sobre aviação e já me preparava para a vida militar quando aos dezesseis anos fiquei sabendo que pessoas com problemas de visão não podem ingressar nas forças armadas.
Dezesseis anos, recém terminado o segundo grau às vésperas do temido vestibular e eu não sabia o que fazer da vida. Fiz vestibular para história, arquitetura e turismo, mas acabei ingressando na universidade para cursar direito e dois anos foram suficientes para fazer com que eu, passasse a detestar a carreira de jurista. Então uma sucessão de coincidências trouxeram-me até o Jornalismo onde acredito ter encontrado minha paixão.
Nesses vinte e dois anos esse foi o caminho que percorri, mas isso não diz quem eu sou.
Eu sou aquele que acredita nas pequenas coisas e na diferença que elas fazem na vida de uma pessoa;
Sou aquele que sente falta dos amigos trinta segundos antes deles irem embora;
Sou aquele que morre de medo de escrever errado;
Sou aquele que pensa que sabe de tudo;
Sou aquele que sempre está procurando o que fazer;
Sou aquele que gosta de fingir, mas não leva jeito para poeta;
Sou aquele que não gosta muito do pronome Eu;
Sou aquele que se apaixona pelo gesto da menina que ele nunca viu;
Sou aquele que vai do amor ao ódio em instantes;
Sou aquele que nunca pensa antes de sentir;
Eu sou um monte de coisas, mas teimo em me sentir um nada.
A única coisa que posso afirmar sobre mim é que eu sou constante em minha mudança.


 

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